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Jun
22
2011

Viajar de última hora torna férias mais caras

Pacotes para outros países, em contrapartida, estão mais em conta, em virtude da desvalorização do dólar ante o real.
Quem deixou para comprar o pacote para a viagem de férias de julho na última hora vai encontrar preços até 30% mais caros do que se tivesse fechado o passeio em abril ou no início de maio. As operadoras e agências de turismo afirmam que esse aumento ocorre por causa da passagem aérea, cujo preço sobe conforme o dia da viagem se aproxima.
“Em uma viagem para a Bahia, por exemplo, a passagem poderia sair por R$ 200 ou pouco mais. Agora vai sair mais de R$ 600, o que pesa no pacote fechado de última hora”, explica o coordenador de produtos nacionais da operadora de turismo New Line, Delviro Padilha de Morais.
Uma opção para quem ainda quer aproveitar bons preços apesar da proximidade de julho é comprar pacotes já definidos pelas empresas de turismo que têm bloqueio em hotéis e companhias aéreas. Nesse caso, a reserva já foi feita e paga pela operadora e o preço não varia. “Porém, ele terá poucas opções de datas para viajar nesse tipo de pacote já estabelecido, pois a maioria está vendido”, afirma Aline Freitas, gerente de operações da operadora de Turismo MK Travel.
Ao mesmo tempo, por causa da cotação mais baixa do dólar em relação ao ano passado, os pacotes internacionais estão 5% mais baratos, segundo o gerente de vendas internacionais da New Line, Guilherme Cabanas. “O dólar favorece as viagens para fora do País”, diz.
Entre os destinos mais procurados pelo brasileiro estão capitais e cidades de turismo de inverno na América do Sul, como Buenos Aires, Bariloche, Santiago, entre outras; parques de diversão nos Estados Unidos, resorts no Nordeste do Brasil e cidades europeias.
“Há muito mais oferta de voo para cidades dos Estados Unidos nessa época do ano, como Miami, Orlando e Nova York. E muita gente indo para essas cidades atraídas pelo baixo preço do dólar para fazer compras e passear”, afirma o gerente da New Line.

América do Sul

No entanto, nas últimas duas semanas, os pacotes para as cidades da América do Sul deixaram de ser procurados.
“As vendas estavam boas, mas quando o vulcão chileno Puyehue começou a soltar as cinzas e paralisar os voos na Argentina e no Chile, as pessoas pararam de comprar pacotes para esses países, com medo de perder os voos”, afirma Aline.
Para ela, muitos turistas que pretendem embarcar para Bariloche ou outras localidades a fim de aproveitar a temporada de neve nas cidades sul-americanas estão em compasso de espera para ver se conseguirão viajar por causa dos problemas causados pelo vulcão. “E quem já comprou aguarda para ver se conseguirá viajar Não tive cancelamentos, mas fizemos algumas alterações de dia de viagem”, diz a gerente.

Preocupação

Cabanas afirma que a situação pode piorar se as cinzas fecharem o espaço aéreo na primeira semana de julho, pois muita gente não poderá mais alterar as datas. “A única coisa que podemos recomendar é aguardar o que vai acontecer”.
A consultora de negócios Angela Souza, de 29 anos, terá de esperar para saber se será possível voar para Santiago, no Chile, cujo embarque está marcado para amanhã. “Estou na expectativa, pois se não for nesse dia, minhas férias acabam e fico sem viajar”, conta.

GASTO EXTRA
30%
é a variação dos valores dos pacotes comprados muito perto da alta estação em relação aos adquiridos com antecedência.

Fonte:http://viajandodireito.com.br/noticias/804/viajar-de-ultima-hora-torna-ferias-mais-caras-.aspx