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Dec
03
2010

Scanners nos aeroportos e revistas pessoais causam polêmicas.

A adoção de scanners e revistas pessoais mais íntimas, em aeroportos dos Estados Unidos, advinda de ações de segurança, vem causando muita  polêmica.

A questão é que os scanners revelam formas do corpo nu, em detalhes, e as revistas têm sido invasivas demais, levando o público a protestar contra  tais medidas.

Há muito tempo, a nossa privacidade deixou de reinar absoluta. A violência, a criminalidade e o terrorismo levaram as pessoas a adotarem instrumentos e métodos para a sua proteção, em locais públicos e particulares.

É verdade que nos sentimos mais tranqüilos em ter (quase) certeza que o passageiro ao nosso lado, não está levando uma bomba em suas roupas íntimas. Se diz quase, porque o ser humano é criativo demais, e não se sabe o que esses terroristas podem inventar mais.

Mas a pergunta que hoje se faz é : os métodos utilizados nos aeroportos podem ser menos constrangedores?

Recentemente um agente de segurança, utilizando de certa força em uma revista, estourou a bolsa que um passageiro, portador de um câncer na bexiga, levava junto ao abdome, para coleta de urina. O pobre homem teve as suas roupas molhadas, passando pelo maior embaraço. Outro caso foi o de uma aeromoça, paciente de câncer de mama, que foi obrigada a mostrar uma prótese.

Houve até reclamações de assédio sexual. E a situação tomou tal proporção que suspenderam as revistas em menores de 12 anos.

É preciso ter muito cuidado em ações como essas, que podem constranger doentes, idosos e determinadas pessoas, como as que já foram vítimas de abusos sexuais.

E mais recentemente, o rol de problemas aumentou, pois existe um alerta sobre a possibilidade dos scanners emitirem um tipo de radiação que pode colocar em risco a saúde.

Portanto, é necessário analisar com mais profundidade essa questão sobre a radiação, treinar melhor os agentes de segurança e prevenir ações que evitem maiores constrangimentos. O Canadá, por exemplo, pretende instalar biombos, em seus aeroportos, para garantir a privacidade nas revistas manuais. São condutas como essas que mostram que o respeito às pessoas pode ser preservado, em qualquer momento.